Os números carregam ideias em si mesmos

13 de janeiro de 2017 - por Aparecida Liberato

Desde os tempos mais remotos, as pessoas sentem-se atraídas pelo misterioso mundo dos números. Presentes em rituais religiosos e mágicos, os números sempre foram considerados forças vivas, que carregam energia. Assim, além de servirem para calcular e informar sobre medidas, eles sempre foram vistos de maneira diferente, cada um carregando uma ideia em si mesmo. Não é por simples acaso que os Números eram valorizados em civilizações de grande sabedoria.

Na Mesopotâmia, na tradição chinesa e hindu, entre os maias, assim como nas tribos da África, com os índios americanos e em muitas outras culturas, os Números exerciam um papel importante na vida das pessoas.

Conta-se que na China antiga em um período de muitas enchentes de água, foi encontrada uma tartaruga e em seu casco haviam curiosas inscrições numéricas que compunham um quadrado, três a três. A soma dessas inscrições horizontal ou verticalmente sempre dava 15, que é a quantidade de dias em cada um dos 24 ciclos do ano solar chinês. O número 5, que é um número de boa sorte na China, estava no centro desse quadrado. Para os chineses esse quadrado trazia notícias dos novos tempos.

Muitos anos depois, de 1471 a 1528, na era Renascentista, viveu o pintor e ilustrador alemão Albrecht Durer. Seus interesses, dentro do espírito humanista do Renascentismo eram muito diversos como a geometria, arquitetura, geografia. Sua gravura denominada Melancolia, de 1514, era repleta de simbolismos. Nela também aparece um quadrado mágico que, diferentemente do da China antiga cujos totais eram 15, no quadrado de Durer os totais são sempre 34=7, o número da perfeição.

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